
Pragma & Philia.
Na mitologia, Gaia trouxe vida ao Caos. Caos, Boreas, Gaia.
Essa tarefa de ser "Gaia" não foi das mais fáceis com toda a certeza. Sozinha, essa figura mitológica inicialmente gerou Urano, Ciclopes, Titans e outros seres colossais. Particularmente, sempre interpretei a postura matriarcal de Gaia como um sacrifício, um ato heróico.
Ser mãe, na minha opinião de leigo é, antes de tudo, um sacrifício.
Em pleno século XXI muitas meninas de vinte e poucos anos assumem o que eu chamo de "Síndrome de Gaia". Meninas que tem uma vida inteira pela frente absorvendo responsabilidades desnecessárias.
Abre-se mão de um futuro belíssimo em função de um homem que se esqueceu de ser homem. Sacrifica-se parte de sua natureza feminina para ser, então, Gaia. A mãe não abdica sua feminilidade por ser mãe. A mocinha sim, abre mão de sua feminilidade para ser mãe de um homem feito, que deveria ser o seu affair e não o seu filho.
Um homem não precisa de uma nova mãe. As mulheres, jovens ou experientes, não podem se condenar ao fardo de serem babás.
O chamado "sexo frágil" é sempre ela e não ele. Jamais será ele. Nós.
"Nem toda mulher nasce para ser mãe. Nem toda mãe é mártir."
Lya Luft.