
"Plurima cum tenuit, plura tenere cupit."
A mais recente balbúrdia envolvendo os ilustres senhores-doutores-excelências-deuses-mitos ministros do Supremo Tribunal Federal me fez refletir sobre o papel da mídia na prestação jurisdicional desse país. Seja a mída branca, a negra ou a velha marrom, tanto faz.
Fazendo um cotejo do tratamento da imprensa (espelho da sociedade) em relação ao Poder Legislativo e o Judiciário se percebe todo um esmero de praxe com os Magistrados. Enquanto os Deputados e Senadores são avacalhados frequentemente, os deuses do Olimpo do Judiciário recebem críticas bem mais tímidas, receosas. A torpeza creditada ao Legislativo parece ter um peso maior em episódios envolvendo corrupção do que com a ineficiência da instituição, a meu ver o problema principal. Considerando a incompetência funcional como o ponto primordial, não compreendo a razão de tanto respeito ou zelo ao se falar mal do Judiciário. O cidadão que precisou recorrer ao judiciário para questões "complexas" talvez tenha ao menos uma vaga noção da nojeira burocrática de que se trata este poder em certos casos. Não é preciso esforço para entender a quem o Judiciário serve ($$$). Protela-se ou agiliza-se de acordo com a conveniência.
Há um abismo entre o Judiciário e o povo.
Mantiveram o respeito, que na verdade é medo. Deuses. Formais.
"O governo da demagogia não passa disso: o governo do medo.
A miopia intelectual é a mais constante geradora de egoísmo."
Rui Barbosa.



